segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cúmplice

Caminhava-mos na incerteza da ocasião proíbida numa multidão que por mais que a gente queira anónima tem sempre mais um olho a vigiar.
Tudo era secreto, o quarto, a roupa, a cama aberta e tudo o mais que se esconde, menos o beijo; esse é sempre cúmplice.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Os pés

Os pés sentiam o frio da rua mas a luz esfregava o nascer dos olhos e a radiografia acusava o fumo da providência do vádio.


Os pés sentiam o frio da rua, mas a lama ainda tinha resistência na paz colhida na bebedeira da vida não-violenta.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Raizes

Já o disse faz muitos anos...as raizes doi-em porque não podem fugir, talvez seja a dor de sermos também sombras das mesmas....





....das mesmas raizes!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Até qualquer dia...

Toca no sempre as manhãs do sul com os batuques quentes da sanzala aqui no resto do verão azul que ainda suporta a mortadela.

No veio norte agora do depois da piada gelar "griza-se" o cabelo na esperança que um dia volte a encontrar a sua constança no ritmo de desaparecer de vez.


Até qualquer dia.