segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cúmplice

Caminhava-mos na incerteza da ocasião proíbida numa multidão que por mais que a gente queira anónima tem sempre mais um olho a vigiar.
Tudo era secreto, o quarto, a roupa, a cama aberta e tudo o mais que se esconde, menos o beijo; esse é sempre cúmplice.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Os pés

Os pés sentiam o frio da rua mas a luz esfregava o nascer dos olhos e a radiografia acusava o fumo da providência do vádio.


Os pés sentiam o frio da rua, mas a lama ainda tinha resistência na paz colhida na bebedeira da vida não-violenta.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Raizes

Já o disse faz muitos anos...as raizes doi-em porque não podem fugir, talvez seja a dor de sermos também sombras das mesmas....





....das mesmas raizes!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Até qualquer dia...

Toca no sempre as manhãs do sul com os batuques quentes da sanzala aqui no resto do verão azul que ainda suporta a mortadela.

No veio norte agora do depois da piada gelar "griza-se" o cabelo na esperança que um dia volte a encontrar a sua constança no ritmo de desaparecer de vez.


Até qualquer dia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ponto de rebuçado

Era fim de tarde não sei de qual das vezes eu morria na brasa do cigarro queimando o céu em nuances das gradações do crespusculo. Guardar a vida a alguém no gesto exacto é de uma nobreza tão grande como a canina.

Era fim de tarde, quase o fim das horas e da luz do dia.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ia eu...

Ia eu na manhã certa quando a palavra perguntou:

- Para onde vais com a incerteza se a certeza aqui ficou.

Ia eu pela manhã certa quando o dia acordou e o caminho de novo andou.

data ethérium



Flores vazias do pensamento. Quem ficará para além do étereo senão quem tem a fé no infinito e o que será dele próprio sem se conhecer fora do medo da génese.



Um dia.